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Lendas e Crenças
 

Publicado: Terça-feira, 17 Maio, 2005

 
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Lenda da origem do nome Rôge

Dizem que em 1525 veio a Portugal, como dama da rainha D. Catarina, filha de Filipe I de Espanha, uma senhora de nome D. Catarina de Rojas. Esta senhora casou com Diogo Soares de Albergaria, não tendo sucessão. Presume-se que tenham vivido nesta freguesia, onde existiu a casa dos Soares de Albergaria, descendentes de Diogo Soares de Albergaria.
Ainda existe próximo da Igreja o lugar do Paço, onde deve Ter vivido D. Catarina de Rojas, sendo atribuído o nome de Rôge a esta povoação, por Ter sido a dita senhora Dama do Paço.

Lenda de Nossa Senhora da Esperança

Em tempos distantes existiu aqui uma capela dedicada a Nossa Senhora da Esperança cujo toque da sineira milagrosamente fazia parar a trovoada. Ora acontece que, as gentes da beira-mar sabendo deste facto, vieram um dia roubar a sineira que, ao ser levada do seu primitivo lugar nunca mais tocou. Por isso, foi devolvida e colocada de novo na capelinha onde, para regozijo das gentes de Rôge, tocou a rebate como que a anunciar a sua chegada.

Segundo a tradição, a capela situava-se entre o lugar do Marmoiral e o lugar da Moreira e, se actualmente da capela não restam vestígios, o certo é que a toponímia regista o local denominado como N. Sr.a da Esperança, precisamente no sítio onde se diz ter existido a capela.

Lenda da Pedra Leite

No sítio da Raposeira existia um grande cabeço todo maciço, que tinha uma espécie de alpendre natural que em dias de sol servia como sombra e se fazia chuva servia de abrigo. No cimo do cabeço existiam na pedra dois poços que estavam sempre cheios de água. Ora acontece que dois meninos, ainda crianças, órfãos de mãe e maltratados pela madrasta iam para aí cuidar dos rebanhos levando como único alimento uma dura côdea de pão. Estas crianças tinham por hábito rezar, á sua mãe, debaixo do cabeço. Um dia, estando elas em oração a água da pedra que normalmente bebiam transformou-se em leite, ficando os poços cheios para os alimentar.

Outras lendas

No sítio da Penadia, em Fuste, havia uma estrada por baixo do chão por onde os mouros levavam os seus animais a beber água ao rio.

No lameiro do lugar do Vale da Coelha apareceu a um homem que por aí andava uma panela de barro cheia de carvões. Este veiou avisar as pessoas do lugar sobre o seu achado, mas quando estas lá chegaram a panela tinha desaparecido, levada numa cheia que entretanto se deu embora conste todavia que o tempo estava seco e quente.

Também nos matos do sítio da Costa foram vistas duas escudelas borcadas colocadas uma sobre a outra. Avisadas as pessoas do lugar, estas foram lá ver mas, quando lá chegaram as escudelas haviam desaparecido dando lugar a uma senhora de longos cabelos louros que se estava no local a pentear-se com um pente de ouro e que desapareceu para não ser vista.

No pedregulhal dos Lanjedos foi descoberto por um pastor um alvião em ouro. Como era demasiado pesado para o pastor o transportar sozinho este correu a pedir ajuda. Mas, quando lá chegou desta feita acompanhado o alvião havia desaparecido.

Rezas e Benzeduras

A medicina popular estava presente no dia a dia das gentes desta freguesia, que tinham as suas mezinhas e remédios para tratar as suas doenças.

 
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