Fuste
Publicado: Segunda-feira, 16 Maio, 2005

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Alminhas em Fuste
Escola Básica n.º 1 de Função
Nome também de monte e de um lugar no concelho de Arouca. Deriva talvez do nome comum "fuste", do latim fuste, com o significado de "acha, vara de lenha, pau".
A. de Almeida Fernandes e Filomeno Silva colocam o problema de o nome do lugar ou povoação se dever ao monte ou o deste se dever ao do local, afirmando dada a quantidade de documentos sobre o Monte de Fuste que "a insignificância do povoado é tal, com a frequência e predominância da designação orográfica, que tudo nos leva a admitir que a designação pertenceu inicialmente á montanha, que é dominante e vasta. O facto de haver dois lugares de Fuste em vertentes opostas do "monte Fuste" (ou "de Fuste"), isto é, em Moldes (Arouca) e Rôge (Cambra), além de únicos em Portugal, confirma-nos o que atrás referimos. Daí, também, o problema da própria etimologia. A forma antiga é já a actual, Fuste- de acordo com a estrutura fonética, muito simples, do vocábulo: mas admitir o lat. Fuste (como faz o autor do DO-2, p. 680, visto que o diz "do subst. masc. Fuste", o que podia ser um erro cronológico, pelo menos, e só o não é por motivo estrutural fonológico) é que não parece aceitável, pois nenhuma das significações da palavra se adequa á função, ou, melhor, á motivação toponímica - nem sequer na forma do monte, que, como ficou dito, é uma vasta e estirada montanha.

Se admitíssemos a origem latina (o lat. fustis acaso já a tivesse pré-romana, *fust), talvez que o nome se devesse á frondosidade da vegetação (arbórea) na época da designação. E note-se que, sendo a outra montanha do lado oposto do vale designada Serra Seca, o contraste de sentido parece perfeitamente compreensível com a etimologia que, sob reserva propomos. Não julgamos que a arqueologia tenha que ver na designação Fuste (que é única, com duas manifestações na região da montanha - raridade de acordo com a fraqueza vocabular de tal étimo). O nome "fuste" significaria, pois, bosque, floresta, de árvores de grossos troncos ("fustes"), num sentido e uso muito regionais, pelo menos: um n. comum cedo perdido, explicando a sua raridade toponímica e nulidade vocabular documentada."
