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Cemitério e Residência Paroquial
 

Publicado: Terça-feira, 17 Maio, 2005

 
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Rôge

Durante muitos séculos, os enterramentos eram, regra geral, feitos dentro das igrejas e nos adros adjacentes. Em 1805 e 1806 dois alvarás ordenaram a criação de cemitérios para enterramento dos mortos, os quais foram bastante contestados. Somente em 1835, por decreto de 21 de Setembro, Rodrigo Fonseca Magalhães, legalizou a questão dos cemitérios públicos, proibindo doravante todos os enterramentos nos templos. Contudo, esta proibição não foi eficaz, dando origem a diversas manifestações de contestação popular de que o movimento da Maria da Fonte é o mais conhecido. Até ao ano de 1884. A partir desta data e por legislação do Governo Liberal passam a ser feitos em cemitérios. Integrado nessa conjuntura, surgem-nos as primeiras referências à construção do cemitério de Rôge, por volta dessa data.

Desde 1885, surgem documentos relativos à construção do cemitério, implantado em terrenos junto ao adro da Igreja e cuja obra estava sob a alçada da Junta de Freguesia.

A 14 de Julho de 1885 surge um primeiro documento de referência ao cemitério, respeitante à escolha do terreno para a sua construção. O terreno escolhido localizava-se a sul do adro da Igreja e pertencia a António Tavares Brandão, do lugar da Moreira.

A escolha do terreno, feita na presença de várias pessoas entre elas o Administrador do Concelho e o Sub-delegado de Saúde, previa que para esta construção eram necessários mil e quinhentos m2 de terreno, "ficando trinta na frente para o lado do norte, e com cincoenta por o lado sul, digo, o lado poente, isto é, com trinta por cincoenta devendo o cemitério ficar na dita propriedade". O preço do terreno, era de "noventa reis cada metro quadrado"(...).

Dois anos mais tarde é posta "em arrematação a construção do cemitério parochial" sendo a obra entregue a João Oliveira Aguiar, de Oliveira de Azeméis. (...) Esta construção obedecia a condições impostas pela Junta e que constavam de um documento próprio, que regulava e definia a forma de construção.(...)

Na sessão da Junta de Freguesia de 1891 é feito o regulamento para o funcionamento do cemitério,(...) mas o mesmo, só entrará em funcionamento anos mais tarde, como se comprova por um documento datado de 1901 da Delegacia de Saúde de Aveiro, (...) se bem que a obra já estaria concluída pois no portão de entrada está indicada a data de 1889.

O cemitério sofreu alargamentos e melhorais ao longo dos tempos. A última intervenção realizada, em 1987, a cargo da Junta de Freguesia foi a ampliação.

Residência Paroquial

Esta residência situava-se como algumas pessoas ainda se recordam de ouvir contar ao lado da Igreja, na zona do antigo Passal. A actual, construída na década de cinquenta, localiza-se num terreno junto ao adro da Igreja, adquirido em 1951.

 
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