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Casas Senhoriais e Tradicionais
 

Publicado: Quinta-feira, 30 Junho, 2005

 
Casas Senhoriais e Tradicionais
Casa do Paço


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Casa do Paço

Casa senhorial seiscentista, construída em finais do séc. XVI. Em pedra granítica, de linhas sóbrias, possuí capela privada incorporada na própria casa. Conservando ainda linhas de traçado antigo, sofreu algumas alterações ao longo dos tempos, uma delas assinalada na porta por cima da janela com a data de 1782 e uma outra em 1886, ano que corresponde à data de construção da capela.

Segundo a tradição nesta casa terá vivido D. Catarina de Rojas, dama da rainha D. Catarina, filha de Filipe I de Espanha e mulher de D. João III, de Portugal, que veiou para o nosso país e terá casado com D. Diogo Soares de Albergaria, descendente de Lopo Soares de Albergaria, 3º Vice-Rei da Índia, que viveu no Solar de Refojos, Vila Chã. Dada a estirpe de dama é comum dizer-se que o nome da freguesia deriva da alteração do seu sobrenome- Rojas, o que não passa de uma lenda, pois o topónimo é muito anterior à sua estada na localidade.

Actualmente a casa pertence a Maria Cândida Martins de Vasconcelos e a Luís Aguiar Soares.

Outras casas existentes de características senhoriais são:

Casa dos Amarais

Datada de 1788, sofreu remodelações em 1889, como consta nas datas existentes. Localizada no lugar da Moreira, nela sobressaí os gradeamentos de ferro forjado das varandas, que marcam um período na história na arquitectura portuguesa.

Casa dos Salemas

Construção em granito.

Casas tradicionais

Em tempos idos, as antigas e rústicas casas tradicionais de lavradores mais abastados, em pedra, cobertas a lousã, tendo anexa à habitação a eira e o canastro ou espigueiro e a fanfarrona, casa típica dos caseiros, em pedra que tinha como divisões apenas um quarto, a sala e uma cozinha, esta última com as características típicas de cozinha de lavrador, com a lareira em pedra, o poial, a lapeira e o tropeiro de madeira, sem esquecer quando tal era possível e nos mais abastados o forno.

As casas típicas antigas são as do tipo setentrional, de aspecto sólido dado pelo material usado, o granito. De paredes grossas, de granito e cobertura de lousa ou telha. Habitualmente são de dois andares, o térreo, a loja, para o gado e as alfaias agrícolas e os produtos da lavoura e, o andar de cima, a habitação propriamente dita. Apresentam uma fileira de janelas corridas numa fachada lisa e escada exterior, igualmente de pedra.

Este tipo de casa englobava porém a mais das vezes um certo número de dependências ou anexos específicos e independentes, a eira, o espigueiro, o lagar, as lojas para cortes e para animais, que se distribuíam à volta de um espaço aberto que integra o complexo da lavoura.

Quando as habitações tem apenas um piso, são de pé direito baixo, com duas ou três divisões, sendo a maior a que faz de sala e cozinha e onde se encontra a lareira.

Neste tipo de casa anexa à habitação encontramos também uma pequena eira e o canastro ou espigueiro.

Em ambos os tipos, a cozinha é o compartimento essencial da casa, o local onde se cozinha, se come e se reúnem as pessoas. A sua peça fundamental é a lareira e, em muitos casos, o forno do pão que lhe fica ao lado.

 
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