Raízes Pré e Proto-históricas
As origens da actual freguesia de Rôge, estão, sem dúvida em época pré-histórica. Testemunham este facto, os vestígios de ocupações antigas que atestam a sua ancestralidade, o território actualmente abrangido pela freguesia foi habitado desde tempos remotos, como o provam não apenas os diversos microtóponimos existentes, mas a presença de monumentos megalíticos que remontam ao IV e V milénios a. C. e povoações posteriores da época castreja, posteriormente romanizados.
Publicado: Segunda-feira, 16 Maio, 2005
Assim, as origens mais remotas desta freguesia encontram-se nos vestígios de monumentos pré e proto-históricos aí existentes, fazendo recuar as origens desta terra para o Período Neolítico, ou seja, para cerca de 3000 a 2000 a.C. As diversas mamoas existentes são disso prova evidente.
O período romano
Contrariamente ao que ocorreu na época precedente, que se caracterizou pela abundância de vestígios arqueológicos, os testemunhos materiais que se podem atribuir seguramente o período romano são bem mais escassos. No castro de Sandiães, sabemos da existência de notícias de materiais recolhidos no local, tais como cerâmicas micáceas características das produções indígenas da Idade do Ferro, cossoiros, pesos de tear de tipologia já romanizada, cerâmicas comuns de produção romanizada, mós circulares, e uma pedra com baixo relevo representando uma cabeça de bovídeo. Objectos, na sua maioria, intimamente relacionados ao viver quotidiano, estes achados indiciam a persistência do povoamento neste castro, aquando da dominação romana.
Donde, se pode igualmente concluir que, ao que tudo indica aqui ter-se-ia fixado o dominador romano. A estes seguiram-se os possessores hispano-godos, cuja presença se nota na quantidade de topónimos de origem germânica existentes, nomeadamente o nome da freguesia.
Com as invasões muçulmanas esta zona terá sofrido, provavelmente a presença do invasor, sem bem que dela poucos vestígios tenhamos. A presença árabe na área da freguesia ficou em microtopónimos.
Este facto, não significa que nesta época tivesse existido uma situação de quase ausência de povoação. A escassez de vestígios terá resultado, em parte, da feição que tomou a ocupação muçulmana no território que actualmente constituí o nosso país, nomeadamente a norte do Mondego.
Seguem-se a estes os povoadores cristãos da Reconquista, os quais, numa zona essencialmente rural como esta foram cultivando a terra e reorganizando o espaço da freguesia a todos os níveis, do político, ao administrativo e eclesiástico.
