Filhos ilustres
No passado tiveram lugar de destaque algumas personalidades desta freguesia:
Publicado: Terça-feira, 17 Maio, 2005
- O reverendo Belchior Teixeira Louzeiro, prior da Igreja de Rôge, a quem está associada a criação da Irmandade de Nª Sª do Rosário, a instalação na igreja do altar em sua honra, bem como a demarcação das terras pertencentes á freguesia, por ordem do rei D. João V, o Livro do Tombo de 1716.
- Luís Soares de Pina, natural de Rôge, nascido em 1858, filho de pai incógnito e de mãe chamada Joana. Serralheiro de profissão, apesar de natural de famílias humildes, possuía uma cultura elevada, não muito vulgar para o tempo, dadas as suas condições. Desde muito jovem, Luís Soares, esteve ligado aos problemas da classe operária e, em 1872, foi um dos fundadores da Associação Fraternidade Operária, cujo objectivo era a divulgação das ideias socialistas, tendo o apoio da Internacional. Em 1885 era militante do partido operário, onde aliás ocupou cargos de destaque, fazendo parte várias vezes, como candidato a deputado das listas do partido ás eleições. Pode-se pois afirmar, que este homem foi umas das grandes figuras das lutas operárias de finais do século XIX, inícios do século XX. Faleceu em 1954, no lugar de Ìnsua, Carregosa, Oliveira de Azeméis, onde havia fixado residência.
- Francisco Pais, natural de Fuste, fundador da primeira fábrica do concelho a usar a força motriz. Designada " Paes e Cª. ", destinava-se á produção de papel e surge em inícios do século XX, no lugar de Santa Cruz.
Efectivamente, a Administração do Concelho de Macieira de Cambra, recebeu uma petição em 12 de Julho de 1912, a solicitar a instalação de uma fábrica de papel de embrulho, no lugar de Santa Cruz - Macieira de Cambra. Na exposição que acompanhava o requerimento, apresentado por Pais & Companhia, era mencionado o material a utilizar e que seria uma roda hidráulica e diferentes máquinas em madeira e ferro, tudo movido a água. Quanto ao tipo de papel a produzir, seria o papel pardo, produzido a partir de trapos, papéis velhos e pasta de madeira.
O licenciamento destas fábricas (oficinas) era posto a discussão pública, durante um prazo de 30 dias, através da publicação no "Jornal de Cambra". - Adriano e António de Oliveira Maurício, irmãos, naturais de Sandiães. Industriais de pirotecnia no Brasil, no Rio de Janeiro, a eles se deve a construção da escola de Sandiães e a colocação do relógio e guarda-ventos, na igreja matriz, entre outras obras.
- António Joaquim Borges Ferreira, da Casa de Pedra, que foi administrador do concelho de Cambra nos anos quarenta, entre 1943/45.
